Volta às aulas em Santa Catarina é adiada para agosto: cidades ainda estudam como se adequar
Novo decreto do Estado estipula a data de 2 de agosto para retorno das atividades em sala de aula
Novo decreto do Estado estipula a data de 2 de agosto para retorno das atividades em sala de aula
O novo decreto do governo do Estado que regulamenta as
medidas de isolamento contra a pandemia do coronavírus estipula a data de 2 de
agosto para a volta às aulas em Santa Catarina. A suspensão vale para todas as
redes de ensino (particular, municipal, estadual e federal), além de escolas
técnicas e de educação de jovens e adultos (EJA).
Segundo o governo, o retorno da rede de ensino vai ser
debatido a partir de 6 de julho, com base no cenário do covid-19 em Santa
Catarina. Na semana que vem, a partir do dia 8 de junho, as atividades
presenciais em estágios obrigatórios e aulas práticas em laboratórios de cursos
superiores também poderão voltar.
Com o adiamento, prefeituras das principais cidades
catarinenses ainda estudam como será possível a retomada. Como o próprio Estado
adiou para julho os debates sobre a volta das aulas, ainda não há nos municípios
nenhum cronograma definido ou medidas oficiais para a educação.
Em Florianópolis, com regras de isolamento mais duras do que
as adotadas pelo Estado em alguns pontos, até mesmo os cursos livres (como de
idiomas ou formação continuada), que já foram liberados em Santa Catarina, seguem
suspensos por causa do coronavírus.
No Vale do Itajaí, a prefeitura de Blumenau fez na semana
passada um encontro com os diretores e coordenadores pedagógicos da rede de
ensino para começar a organizar a gestão das unidades quando for possível. A
ideia é começar a preparar as equipes para a retomada após meses de isolamento,
independentemente da data.
Em Chapecó, a prefeitura divulgou que na quinta-feira (4)
fará uma reunião com todos os setores para debater as estratégias sobre o
coronavírus, e a educação também deve estar em pauta.
Já em Joinville, a prefeitura aguarda mais orientações do
Estado para definir o planejamento local. Antes do anúncio desta segunda do
governo do Estado, a intenção era liberar as aulas presenciais a partir do
final de junho. A estimativa era de que seriam necessários 30 dias para
preparar as escolas, incluindo criação de processos de higienização, oferta de
equipamentos de proteção, treinamento de professores e demais servidores, entre
outras medidas.
O foco da prefeitura era a liberação das creches,
principalmente para os pais trabalhadores terem um local para deixar os filhos.
Inclusive o tema foi tratado na visita do governador Carlos Moisés na última
quarta-feira. Mas os planos para a retomada alcançavam também outros níveis de
ensino.
Com mais de 9 mil casos confirmados de covid-19 e 143 mortes
registradas, conforme a atualização de domingo (31), Santa Catarina ainda vive
um momento de crescimento nos casos de coronavírus. Com decretos estaduais em
vigor desde meados de março, o Estado passará a ter, pela primeira vez, regras
regionalizadas sobre a quarentena a partir da próxima segunda-feira (8).
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